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Exonerado, Marcelo Álvaro reassumirá o Turismo nesta quinta-feira

Segundo a Casa Civil, saída é temporária para posse em novo mandato como deputado; reportagem o acusa de usar candidaturas laranjas para desviar recursos

Por Guilherme VenagliaMateria seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 6 fev 2019, 09h30 - Publicado em 6 fev 2019, 08h17

Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 6, a exoneração do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), não representará a saída do político do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a Casa Civil, Marcelo Álvaro deixou o cargo apenas para assumir o mandato de deputado federal para o qual foi eleito em outubro do ano passado.

Trata-se, portanto, da mesma situação que envolveu os ministros da Cidadania, Osmar Terra (MDB), da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), e a titular da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), que também chegaram a deixar suas funções no governo na semana passada para participar da cerimônia de posse dos novos parlamentares, no último dia 1º.

Em sua conta oficial no Twitter, o ministro confirmou que reassumirá a pasta nesta quinta-feira. “Em tempos de fake news, importante avisar: hoje tomo posse na Câmara dos Deputados e amanhã retorno as atividades frente ao Ministério do Turismo”.

Chama a atenção no vai e vem de Marcelo Álvaro o momento em que a sua saída é realizada, apesar de ser apresentada como temporária: nesta semana, o jornal Folha de S.Paulo apurou que o ministro, que foi presidente do PSL em Minas Gerais, encaminhou verbas partidárias para candidaturas “laranjas”, que posteriormente repassaram o valor à empresas da família do parlamentar.

De acordo com o governo, Marcelo Álvaro esteve hospitalizado e, por isso, não pôde tomar posse no mandato de deputado federal no dia 1º. Em outubro, o ministro foi o candidato à Câmara mais votado de Minas Gerais, com pouco mais de 230.000 votos.

Pelas redes sociais, no entanto, houve quem se precipitasse e comemorasse a decisão do presidente Bolsonaro como se tivesse relação com os fatos relatados pela Folha. Foi o caso da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que classificou a saída do ministro como “a atitude correta, inclusive para que o ex-ministro cuide de sua defesa sem que os trabalhos no ministério fiquem prejudicados”.

Em relação à reportagem do jornal, o ministro afirmou, por meio da assessoria, que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido.”

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